Regiões do Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul é o nono maior Estado do Brasil em extensão territorial, com uma área de aproximadamente 281.730 km². Isso representa cerca de 3,3% do território brasileiro. 

Apesar de não ser um grande território (comparado ao tamanho do País), o RS se encontra em uma zona de transição geográfica e climática e, por isso, apresenta uma enorme diversidade de microclimas, relevos, vegetação, paisagens, temperatura, flora e fauna, tendo muito bem definidas as quatro estações do ano. A divisão de regiões adotada pela Tchê Empório Gaúcho leva em consideração estas características, além de variantes sociais (imigração e cultura) e econômicas.


Morfologicamente, o Estado é dividido em quatro grandes áreas de relevo: o Planalto Meridional (região mais alta do Estado), a Depressão Central (por onde escoam boa parte dos principais rios que desaguam no Rio Guaíba – sim, o Guaíba é um rio e não um lago), o Escudo Sul-Rio-Grandense (região geológica mais antiga do Estado com altitudes que variam entre 20m e 600m), e a Planície Costeira (que acompanha todo o litoral gaúcho, com inúmeras lagoas, dentre elas a Lagoa dos Patos, a maior da América do Sul, com 265km de extensão e largura máxima de 60km).


Os dois BIOMAS que predominam no Estado são a Mata Atlântica e o Pampa, sendo este último o fator que talvez mais tenha determinado a formação do que é ser GAÚCHO. Por suas características de relevo, vegetação e clima, a área ocupada pelo Pampa foi fundamental na formação da cultura gaúcha, especialmente na sua vocação econômica voltada à agropecuária.

O gaúcho não é um povo exclusivo do Rio Grande do Sul, mas também é assim chamado “el gaucho” no Uruguai e parte da Argentina, sendo assim, um povo que não tem fronteiras. Originalmente (e até hoje), o gaúcho foi e é aquele trabalhador das fazendas e estâncias de gado, o “cowboy” americano, que maneja o rebanho bovino (e também ovino) e cujo melhor amigo é seu inseparável cavalo, indispensável na lida do campo.

O gaúcho também é forjado nas dificuldades, não apenas devido ao duro trabalho do campo, mas principalmente por viver num território que passou por décadas sob conflitos, não apenas internacionais (como as Guerras Cisplatinas), como também internos (Guerra dos Farrapos – quando a Província de São Pedro se declarou independente do Império Brasileiro por quase 10 anos).

O espírito de liberdade sempre esteve presente no gaúcho, não apenas devido a esses conflitos, mas também por causa da própria configuração do pampa e da sua atividade econômica: o gaúcho passava grande parte do tempo em vastas planícies e coxilhas, com um horizonte a perder de vista, onde cada fazenda ou povoado era (e em algumas regiões ainda é) muito longe um do outro e, para lidar com o gado, muitas vezes comia, trabalhava e dormia no meio do “nada” por dias a fio.

Talvez estes tenham sidos os principais fatores que construíram a cultura do gaúcho. Suas comidas, vestes, músicas, danças, hábitos e vocabulário próprios configuram um povo de muita identidade, que por vezes se sente até mais gaúcho que brasileiro. O gaúcho ama sua terra, mas também desbravou e desbrava este nosso Brasil adentro para gerar riqueza e prosperidade, sem nunca esquecer as suas raízes.

Somos gaúchos e também somos brasileiros! Um povo que, para muitos de fora, pode parecer reservado e frio, mas quando vêm pra cá se sentem acolhidos e recebidos em casa como se da família fossem! Eu, dono da empresa, falo por mim, pelos meus colaboradores, clientes e fornecedores: uma rede de hospitalidade, afeto e acolhimento que, através dos nossos produtos, leva um pouquinho do Sul até a tua casa.

Descubra as Maravilhas do Rio Grande

Sejam as belas praias de Torres, os imponentes cânions dos Aparados da Serra, os lindos parreirais da Serra Gaúcha, o charme de Gramado e Nova Petrópolis, as vastidões da Campanha, as cachoeiras das encostas serranas, o patrimônio histórico de suas colônias ou a riqueza da biodiversidade de suas incontáveis lagoas; enfim, o Rio Grande do Sul é uma terra de contrastes de paisagens, etnias e sabores; porém, com um único povo que deseja proporcionar o sabor e a hospitalidade da nossa terra. Conta conosco para experenciar um pouco do Rio Grande do Sul através do Tchê Empório Gaúcho! Seja bem-vindo vivente! Abaixo levamos até ti uma explanação das regiões do nosso Estado onde já temos parceria com produtores. Pouco a pouco essa lista irá crescer e, assim, seguiremos levando o conhecimento dessa majestosa diversidade até a tua casa!


Litoral Norte: clima oceânico e sabor único

Combinando mar, lagoas, encostas da serra, vales e campos de transição, o Litoral Norte gaúcho abriga ecossistemas variados, que vão das restingas e dunas costeiras até áreas de mata atlântica. O clima oceânico, com muita umidade e ventos frescos, favorece vários cultivos que transmitem sabores e texturas com muita identidade. Cidades como Torres,


destino de inúmeros turistas, por seu festival de balonismo, praias únicas e belezas naturais, também é berço de produtos artesanais como os da AmeBom, feitos com amendoim. Vales aos pés da Serra Geral são palco perfeito para a produção de doces, conservas e geleias, como os produzidos pela Doces e Conservas Brehm-Três Forquilhas, que preservam a rusticidade e o frescor da região. Saiba mais clicando aqui.

Serra Gaúcha: região do vinho e símbolo da colonização italiana

A Serra Gaúcha é o principal polo vitivinícola do Brasil. Com altitudes entre 600 e 900m, a região oferece clima subtropical de altitude e solos basálticos ricos em minerais, ideais para o cultivo de frutas de qualidade, como a uva. Cidades como Bento Gonçalves, Farroupilha, Garibaldi e Flores da Cunha combinam tradição europeia com tecnologia de ponta na elaboração de

vinhos, sucos e espumantes. A gastronomia italiana, o turismo rural e as festas da colheita fazem da Serra Gaúcha um dos destinos mais buscados pelos turistas nacionais e internacionais. A forte presença de uma indústria metal-mecânica e moveleira também atrai inúmeros brasileiros que buscam maior qualidade de vida. É neste cenário que atuam marcas como Doces Silber, Vinícola Vilena, Vinícola Santa Bárbara, Casa Girelli e a Cooperativa Vinícola São João. Saiba mais clicando aqui.

Campos de Cima da Serra: solo, altitude e clima extremo formam um terroir singular

Com altitudes que variam dos 900 aos 1.300m, essa é uma das regiões mais frias do Brasil, com invernos rigorosos que frequentemente registram temperaturas negativas, com incidência de geadas e até neve. A biodiversidade da região é marcada por campos limpos e matas de araucária, com grande presença de gramíneas nativas e espécies exclusivas. A baixa densidade populacional preserva a

Vale do Rio dos Sinos: tradição germânica e diversidade de cultivos

Localizado próximo da região metropolitana de Porto Alegre, o Vale do Rio dos Sinos é conhecido por sua força industrial, tanto a oriunda de pequenas fábricas artesanais, quanto as do setor pesado. No entanto, guarda também um valioso legado de produção artesanal voltado aos mais diversos setores da economia. Com solo fértil, clima estável e herança da imigração alemã, a região

natureza e garante ar puro e águas cristalinas aos cultivos locais. A grande altitude e amplitude térmica da região, aliadas a um solo de origem vulcânico, são ideais para o cultivo de uvas viníferas de qualidade e com perfil diferenciado. A Vinícola Campestre é um exemplo de como estas variáveis transformam produtos em experiências únicas. A região também é marcada pela forte atividade da silvicultura (reflorestamento) e agropecuária, além da produção crescente de frutas vermelhas e do ecoturismo. Saiba mais clicando aqui.




também se destaca no setor agroindustrial, produzindo embutidos, condimentos, conservas, compotas, cervejas, cachaças, doces e biscoitos. A cidade de Novo Hamburgo é a maior da região e é de lá que vêm os molhos, ervas e temperos da Aromatic Spices, uma empresa 100% familiar que carrega uma tradição de gerações para tornar suas receitas do dia-a-dia em pratos especiais, ricos em sabor, prontos para marcar momentos inesquecíveis com familiares e amigos. Saiba mais clicando aqui.

Vale do Taquari: onde a agricultura familiar e as grandes indústrias trabalham juntas

A região tem vocação agrícola histórica, com produção intensa de frutas, hortaliças, grãos, fumo, erva-mate e carnes de frango e porco. Sua população é formada basicamente pelas etnias alemãs, italianas e açorianas. No Vale do Taquari há em torno de 43 mil produtores rurais, sendo a segunda região com maior produtividade rural do Estado. Paralelamente à agropecuária, a região vem crescendo fortemente ao redor da indústria e serviços, concentrados especialmente na cidade de Lajeado. O relevo acidentado, o solo fértil e a grande quantidade de flores nativas fazem das encostas do Vale do Taquari um dos melhores lugares para apicultura no Brasil. O clima subtropical úmido e a riqueza botânica da região favorecem abelhas nativas e exóticas. A marca Favo de Mel, presente no Tchê Empório Gaúcho, representa esse elo perfeito entre natureza e tradição rural. Saiba mais clicando aqui.

Litoral Lagunar: terra de contrastes entre lagoas, campos e oceano

No extremo sul do estado, o Litoral Lagunar abriga paisagens quase intocadas, como as lagoas Mirim e Mangueira, além de um ecossistema significativo do bioma pampa. A cidade de Santa Vitória do Palmar, vizinha do Uruguai, é referência em pecuária leiteira, com rebanhos criados em campos naturais ricos em gramíneas. A proximidade com a fronteira também traz uma identidade cultural única, com forte influência platina. A marca Sulleite nasce nesse contexto de tradição rural e excelência leiteira — onde o clima ameno e os campos abertos garantem leite de altíssima qualidade. Saiba mais clicando aqui.

Região das Hortênsias: charme europeu e cuidado artesanal

Famosa pelo turismo e pelo visual europeu, a Região das Hortênsias é lar de cidades como Gramado, Canela e Nova Petrópolis. A região leva este nome devido a grande quantidade de hortênsias plantadas, não apenas nas cidades, mas também ao longo das rodovias que cortam a região. O clima serrano com nevoeiros matinais, jardins floridos e inverno intenso atrai inúmeros turistas o ano inteiro, de todas as partes do Brasil e do mundo. O clima, o charme e a forte presença do turismo favorece a vocação da região em atender bem e criar pequenos negócios, como a produção de doces, chocolates artesanais, pães e biscoitos, conservas, licores, vinhos, artigos de couro, vestuário e artesanato, além de charcutaria de qualidade, com identidade própria. É um território onde o visual, o aroma e o sabor andam juntos. Situada em Nova Petrópolis, uma das cidades mais alemãs do país, a marca de carnes e embutidos Lüdke, com suas receitas de família, traduz esse ambiente que encanta visitantes durante o ano inteiro. Saiba mais clicando aqui.

Vale do Paranhana – Encosta da Serra: turismo rural, aventura e gastronomia

A região do Vale do Paranhana e Encosta da Serra Gaúcha inclui cidades como Morro Reuter, Igrejinha, Três Coroas, Parobé, Rolante e Riozinho e oferece diversas opções de turismo rural, aventura e gastronomia. A exuberante mata atlântica nas encostas tem feito explodir o turismo de aventura e o ecoturismo, como o rafting, o rapel, o trekking e o mountain bike. A área é marcada por belas paisagens, com trilhas ecológicas e o Rio Paranhana. A presença da imigração alemã é marcante, expressa nos cafés coloniais, nas pequenas propriedades rurais e na agroindústria familiar que produz uma infinidade de alimentos e bebidas como compotas, conservas, doces, biscoitos, embutidos, sucos e cachaças. Através do ovos de codorna, a Köldhe leva até a tua casa um pouco do jeito alemão. Saiba mais clicando aqui.